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SADE SADE

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APRESENTAO 
O ensino de sade tem sido um desafio para a educao, no que se refere  possibilidade de 
garantir uma aprendizagem efetiva e transformadora de atitudes e hbitos de vida. As experincias 
mostram que transmitir informaes a respeito do funcionamento do corpo e descrio das 
caractersticas das doenas, bem como um elenco de hbitos de higiene, no  suficiente para que 
os alunos desenvolvam atitudes de vida saudvel. 
 preciso educar para a sade levando em conta todos os aspectos envolvidos na formao de 
hbitos e atitudes que acontecem no dia-a-dia da escola. Por esta razo, a educao para a Sade 
ser tratada como tema transversal, permeando todas as reas que compem o currculo escolar. 
O documento de Sade situa a realidade brasileira, indicando possibilidades de ao e 
transformao dos atuais padres existentes na rea da sade. 
Na primeira parte, voltada para todo o ensino fundamental, o texto trata de uma concepo 
dinmica da sade, entendida como direito universal e como algo que as pessoas constroem ao 
longo de suas vidas, em suas relaes sociais e culturais. Na abordagem apresentada, a educao  
considerada um dos fatores mais significativos para a promoo da sade. Ao educar para a sade, 
de forma contextualizada e sistemtica, o professor e a comunidade escolar contribuem de maneira 
decisiva na formao de cidados capazes de atuar em favor da melhoria dos nveis de sade pessoais 
e da coletividade. 
Na segunda parte do documento so apresentadas as possibilidades de trabalho com as quatro 
primeiras sries do ensino fundamental, organizando contedos, critrios de avaliao e orientaes 
didticas para as atividades integradas s reas curriculares, aos demais temas transversais e ao 
cotidiano da vida escolar. 
Secretaria de Educao Fundamental

SADE SADE 
1 PARTE

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CONCEPO DO TEMA 
Introduo 
Sade  o estado de completo bem-estar fsico, mental e social e no apenas a ausncia de 
doena. 
Tantas vezes citado, o conceito adotado pela Organizao Mundial de Sade (OMS) em 1948, 
longe de ser uma realidade, simboliza um compromisso, um horizonte a ser perseguido. Remete  
idia de uma sade tima, possivelmente inatingvel e utpica j que a mudana, e no a estabilidade, 
 predominante na vida. Sade no  um estado estvel, que uma vez atingido possa ser mantido. 
A prpria compreenso de sade tem tambm alto grau de subjetividade e determinao histrica, na 
medida em que indivduos e sociedades consideram ter mais ou menos sade dependendo do momento, 
do referencial e dos valores que atribuam a uma situao. 
Diversas tentativas vm sendo feitas a fim de se construir um conceito mais dinmico, que d 
conta de tratar a sade no como imagem complementar da doena e sim como construo permanente 
de cada indivduo e da coletividade, que se expressa na luta pela ampliao do uso das potencialidades 
de cada pessoa e da sociedade, refletindo sua capacidade de defender a vida. 
Assumido o conceito da OMS, nenhum ser humano (ou populao) ser totalmente saudvel 
ou totalmente doente. Ao longo de sua existncia, viver condies de sade/doena, de acordo 
com suas potencialidades, suas condies de vida e sua interao com elas. 
Alm disso, os enfoques segundo os quais a condio de sade individual  determinada unicamente 
pela realidade social ou pela ao do poder pblico, tanto quanto a viso inversa, nem por isso 
menos determinista, que coloca todo peso no indivduo, em sua herana gentica e em seu empenho 
pessoal, precisam ser rompidos. Interferir sobre o processo sade/doena est ao alcance de todos e 
no  uma tarefa a ser delegada, deixando ao cidado ou  sociedade o papel de objeto da interveno 
da natureza, do poder pblico, dos profissionais de sade ou, eventualmente, de vtima do 
resultado de suas aes. 
Entende-se Educao para a Sade como fator de promoo e proteo  sade e estratgia 
para a conquista dos direitos de cidadania. Sua incluso no currculo responde a uma forte demanda 
social, num contexto em que a traduo da proposta constitucional em prtica requer o desenvolvimento 
da conscincia sanitria da populao e dos governantes para que o direito  sade seja encarado 
como prioridade. 
A escola, sozinha, no levar os alunos a adquirirem sade. Pode e deve, entretanto, fornecer 
elementos que os capacitem para uma vida saudvel. 
Ampliando o horizonte 
No se pode compreender ou transformar a situao de sade de um indivduo ou de uma 
coletividade sem levar em conta que ela  produzida nas relaes com o meio fsico, social e cultural. 
Intrincados mecanismos determinam as condies de vida das pessoas e a maneira como nascem, 
vivem e morrem, bem como suas vivncias em sade e doena. Entre os inmeros fatores 
determinantes da condio de sade, incluem-se os condicionantes biolgicos (idade, sexo, caractersticas 
pessoais eventualmente determinadas pela herana gentica), o meio fsico (que abrange 
condies geogrficas, caractersticas da ocupao humana, fontes de gua para consumo,

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disponibilidade e qualidade dos alimentos, condies de habitao), assim como o meio 
socioeconmico e cultural, que expressa os nveis de ocupao e renda, o acesso  educao formal 
e ao lazer, os graus de liberdade, hbitos e formas de relacionamento interpessoal, a possibilidade de 
acesso aos servios voltados para a promoo e recuperao da sade e a qualidade da ateno por 
eles prestada. 
A humanidade j dispe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar bastante a 
qualidade da vida das pessoas. Mas, alm de muitos deles no serem aplicados por falta de priorizao 
de polticas sociais, h uma srie de enfermidades relacionadas ao potencial gentico de cada um ou 
ao inevitvel risco de viver. Por melhores que sejam as condies de vida, necessariamente convivese 
com doenas, problemas de sade e com a morte. Os servios de sade desempenham papel 
importante na preveno, na cura ou na reabilitao e na minimizao do sofrimento de pessoas 
portadoras de enfermidades ou de deficincias. Deveriam funcionar como guardies da sade 
individual e coletiva, at mesmo para reduzir a dependncia com relao a esses servios, ou seja, 
aumentando a capacidade de autocuidado das pessoas e da sociedade. 
O conceito de Cidade Saudvel, originado no Canad na dcada de 80, serve hoje como 
parmetro para nortear projetos de sade que vm se desenvolvendo em diversas partes do mundo, a 
partir da sua incorporao pela OMS. Considera-se que uma Cidade Saudvel deve ter: 
 uma comunidade forte, solidria e constituda sobre bases de justia social, 
na qual ocorre alto grau de participao da populao nas decises do 
poder pblico; 
 ambiente favorvel  qualidade de vida e sade, limpo e seguro; satisfao 
das necessidades bsicas dos cidados, includos a alimentao, a moradia, 
o trabalho, o acesso a servios de qualidade em sade,  educao e 
 assistncia social; 
 vida cultural ativa, sendo promovidos o contato com a herana cultural e 
a participao numa grande variedade de experincias; 
 economia forte, diversificada e inovadora. 
Nesse contexto, falar de sade implica levar em conta, por exemplo, a qualidade da gua que 
se consome e do ar que se respira, as condies de fabricao e uso de equipamentos nucleares ou 
blicos, o consumismo desenfreado e a misria, a degradao social ou a desnutrio, estilos de vida 
pessoais e formas de insero das diferentes parcelas da populao no mundo do trabalho; envolve 
aspectos ticos relacionados ao direito  vida e  sade, direitos e deveres, aes e omisses de 
indivduos e grupos sociais, dos servios privados e do poder pblico. A sade  produto e parte do 
estilo de vida e das condies de existncia, sendo a vivncia do processo sade/doena uma forma 
de representao da insero humana no mundo. 
Brasil: onde  necessrio prevenir e remediar 
No Brasil, na ltima dcada, vem se incorporando progressivamente  cultura e  legislao a 
concepo de que sade  direito de todos e dever do Estado. Entretanto, as polticas pblicas para o 
setor favorecem a cultura de que a sade se concretiza mediante o acesso a servios, particularmente 
ao tratamento mdico. A implementao de modelos centrados em hospitais, em consultas mdicas e 
no incentivo ao consumo abusivo de medicamentos vem resultando, historicamente, numa ateno  
sade baseada principalmente em aes curativas, desencadeadas apenas quando uma doena j est 
instalada e o indivduo precisa de socorro.

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Um passo importante foi dado ao se promulgar a Constituio de 1988, que prev a implantao 
do Sistema nico de Sade  SUS. Conforme definido em lei, o SUS tem carter pblico,  
formado por uma rede de servios regionalizada, hierarquizada e descentralizada, com direo 
nica em cada esfera de governo e sob controle dos usurios por meio da participao popular nas 
Conferncias e Conselhos de Sade. 
A concepo abrangente de sade assumida no texto constitucional aponta para uma mudana 
progressiva dos servios, passando de um modelo assistencial, centrado na doena e baseado no 
atendimento a quem procura, para um modelo de ateno integral  sade, onde haja incorporao 
progressiva de aes de promoo e de proteo, ao lado daquelas propriamente ditas de 
recuperao1 . 
A Constituio legitima o direito de todos, sem qualquer discriminao, s aes de sade, 
assim como explicita o dever do poder pblico em prover pleno gozo desse direito. Trata-se de 
uma formulao poltica e organizacional para o reordenamento dos servios e aes de sade, 
baseada em princpios doutrinrios que do valor legal ao exerccio de uma prtica de sade tica, 
que responda no a relaes de mercado mas a direitos humanos: 
 Universalidade: garantia de ateno  sade a todo e qualquer cidado. 
 Eqidade: direito ao atendimento adequado s necessidades de cada 
indivduo e coletividade. 
 Integralidade: a pessoa  um todo indivisvel inserido numa comunidade. 
O SUS, na forma como  definido em lei, segue a mesma doutrina e os mesmos princpios 
organizativos em todo o Pas, prevendo atividades de promoo, proteo e recuperao da sade. 
A promoo da sade se faz por meio da educao, da adoo de estilos de vida saudveis, do 
desenvolvimento de aptides e capacidades individuais, da produo de um ambiente saudvel. 
Est estreitamente vinculada, portanto,  eficcia da sociedade em garantir a implantao de polticas 
pblicas voltadas para a qualidade de vida e ao desenvolvimento da capacidade de analisar 
criticamente a realidade e promover a transformao positiva dos fatores determinantes da condio 
de sade. Entre as aes de natureza eminentemente protetoras da sade, encontram-se as medidas 
de vigilncia epidemiolgica (identificao, registro e controle da ocorrncia de doenas), vacinaes, 
saneamento bsico, vigilncia sanitria de alimentos, do meio ambiente e de medicamentos, adequao 
do ambiente de trabalho e aconselhamentos especficos como os de cunho gentico ou 
sexual. Protege-se a sade realizando exames mdicos e odontolgicos peridicos, conhecendo a 
todo momento o estado de sade da comunidade e desencadeando oportunamente medidas dirigidas 
 preveno e ao controle de agravos  sade mediante a identificao de riscos potenciais. As 
medidas curativas e assistenciais, voltadas para a recuperao da sade individual, complementam a 
ateno integral  sade. 
No Brasil, a maior parte dos casos de doena e morte prematura tem, ainda hoje, como causa 
direta, condies desfavorveis de vida: convive-se com taxas elevadas de desnutrio infantil e 
anemias e uma prevalncia inaceitvel de hansenase, doenas tpicas de ausncia de condies 
mnimas de alimentao, saneamento e moradia para a vida humana. Uma realidade de contrastes se 
espelha, paradoxalmente, na ocorrncia de problemas de sade caractersticos de pases desenvolvidos: 
as doenas cardiovasculares vm ganhando crescente importncia entre as causas de morte, 
associadas principalmente ao estresse,  predisposio individual, a hbitos alimentares imprprios, 
1. Ministrio da Sade, 1990.

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 vida sedentria e ao hbito de fumar. Este quadro sanitrio compe o chamado duplo perfil de 
morbimortalidade, tpico dos pases denominados em desenvolvimento: convivem hoje, no Brasil, 
doenas prprias do Primeiro e do Terceiro Mundo. 
Buscando o horizonte possvel 
Uma concepo to ampla de sade pode levar a crer que o desafio que se impe  
demasiadamente grande para ser enfrentado ou demasiadamente caro para ser custeado. 
O relatrio do Fundo das Naes Unidas para a Infncia (Unicef), Situao Mundial da 
Infncia  1993, combate com nfase essa idia. Demonstra que o atendimento de necessidades 
humanas elementares  dentre as quais destacam-se alimentao, habitao adequada, acesso  
gua limpa, aos cuidados primrios de sade e  educao bsica   vivel em uma dcada, a um 
custo extra de US$ 25 bilhes anuais, em nvel mundial. Cita, para fins de comparao, que essa 
cifra  inferior ao gasto anual da populao dos EUA com o consumo de cerveja. O relatrio reportase 
ao sucesso obtido no cumprimento de metas, como a vacinao de 80% das crianas do mundo 
at 1990. Bangladesh, por exemplo, ampliou a cobertura vacinal de suas crianas de 2 para 62% em 
apenas cinco anos, entre 1985 e 1990.  interessante lembrar que, neste sculo, uma doena 
milenar como a varola foi eliminada e a paralisia infantil est prestes a ser erradicada. 
(...) o fato  que, apesar de todos os recuos, houve maiores progressos durante os ltimos 50 
anos do que nos 2.000 anos anteriores. Desde o final da Segunda Guerra Mundial (...) as taxas de 
mortalidade entre recm-nascidos e crianas caiu para menos da metade; a expectativa de vida 
mdia aumentou em cerca de 1/3; a proporo do nmero de crianas no mundo em desenvolvimento 
que entraram na escola subiu mais de 3/4; e a porcentagem de famlias rurais com acesso a gua 
limpa subiu de menos de 10% para quase 60%. Na prxima dcada, existe uma clara possibilidade 
de romper com aquilo que pode ser chamado de ltima grande obscenidade: a desnutrio, as 
doenas e o analfabetismo desnecessrios, que ainda obscurecem a vida e o futuro da quarta parte 
mais pobre das crianas de todo o mundo2. 
O que se deseja enfatizar  que grandes saltos na condio de vida e sade da maioria da 
populao brasileira e mundial so possveis por meio de medidas j conhecidas, de baixo custo e 
eficazes, sensveis j  prxima gerao. So desafios grandiosos mas exeqveis. Numerosos exemplos 
podem ser encontrados em experincias locais, especialmente em alguns municpios brasileiros 
que ousaram cumprir a lei e garantir a ateno  sade, produzindo impacto expressivo sobre as 
taxas de mortalidade infantil, de desnutrio, de doenas transmissveis, ou ainda sobre a incidncia 
de doena bucal. 
Sem dvida, a melhoria das condies de vida e sade no  automtica nem est garantida 
pelo passar do tempo, assim como o progresso e o desenvolvimento no trazem necessariamente 
em seu bojo a sade e a longevidade. A compreenso ampla dos fatores intervenientes e dos 
compromissos polticos necessrios so exigncias para sua efetivao. 
Neste cenrio, a educao para a Sade cumpre papel destacado: favorece a conscincia do 
direito  sade e instrumentaliza para a interveno individual e coletiva sobre os determinantes do 
processo sade/doena. 
2. Unicef, 1993.

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ENSINAR SADE OU 
EDUCAR PARA A SADE? 
No primeiro caso (ensinar sade) o foco  colocado numa formao sobre sade e na 
coincidncia de conceitos que fundamentou a proposta clssica de insero dos programas de 
sade no escopo da disciplina de Cincias Naturais. Entretanto, essa estratgia no se revelou 
suficiente para a garantia de abordagem dos contedos relativos aos procedimentos e atitudes 
necessrios  promoo da sade. 
Quando inicia sua vida escolar, a criana traz consigo a valorao de comportamentos 
favorveis ou desfavorveis  sade oriundos da famlia e outros grupos de relao mais direta. 
Durante a infncia e a adolescncia, pocas decisivas na construo de condutas, a escola passa a 
assumir papel destacado devido  sua funo social e por sua potencialidade para o desenvolvimento 
de um trabalho sistematizado e contnuo. Deve, por isso, assumir explicitamente a responsabilidade 
pela educao para a sade, j que a conformao de atitudes estar fortemente associada 
a valores que o professor e toda a comunidade escolar transmitiro inevitavelmente aos alunos 
durante o convvio escolar. Os valores, que se expressam na escola por meio de aspectos concretos 
como a qualidade da merenda escolar, a limpeza das dependncias, as atividades propostas, 
a relao professor-aluno, so apreendidos pelas crianas na sua vivncia diria. 
A tendncia  a conformao de hbitos legitimados pelos diversos grupos de insero do 
aluno e no necessariamente aqueles considerados terica ou tecnicamente adequados. Pesquisa 
recente do Ministrio da Sade revelou que a maioria dos estudantes de segundo grau que usa 
algum tipo de droga considera o consumo prejudicial  sade! No caso, os valores afetivos e sociais 
associados ao consumo habitual de drogas so muito mais decisivos do que o conhecimento dos 
agravos que causam. 
Isso no quer dizer que as informaes e a possibilidade de compreender a problemtica que 
envolve as questes de sade no tenham importncia ou que no devam estar presentes no 
processo de ensinar e aprender para a sade, mas sim que a educao para a Sade s ser efetivamente 
contemplada se puder mobilizar as necessrias mudanas na busca de uma vida saudvel. 
Para isso, os valores e a aquisio de hbitos e atitudes constituem as dimenses mais importantes. 
A experincia dos profissionais de sade vem comprovando, de longa data, que a informao, 
isoladamente, tem pouco ou nenhum reflexo em mudanas de comportamento e a mera informao, 
ou o biologismo  que valoriza a anatomia e a fisiologia para explicar a sade e a doena , no 
d conta dessa tarefa. Os detalhes relativos a processos fisiolgicos ou patolgicos ganharo sentido 
no processo de aprendizagem na medida em que contriburem para a compreenso das aes de 
proteo  sade a eles associadas. No  pressuposto da educao para a Sade a existncia do 
professor especialista; o que se pretende  um trabalho pedaggico cujo enfoque principal esteja 
na sade e no na doena. Por isso, o desenvolvimento dos conceitos deve ter como finalidade 
subsidiar a construo de valores e a compreenso das prticas de sade favorveis ao crescimento 
e ao desenvolvimento. Ao longo da aprendizagem e do desenvolvimento, os conceitos adquirem 
importncia cada vez maior ao instrumentalizar os alunos para a crtica diante dos desafios que lhes 
sero apresentados de maneira crescente em suas relaes sociais e com o meio ambiente, no 
enfrentamento de situaes adversas, de opinies grupais negativas para a sade ou diante da 
necessidade de transformar hbitos e reavaliar crenas e tabus, inclusive na dimenso afetiva que 
necessariamente trazem consigo. 
Nessa concepo, os contedos do tema no sero suficientemente contemplados 
se ficarem restritos ao interior de uma nica rea. Concepes sobre sade ou sobre o que 

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saudvel, valorizao de hbitos e estilos de vida, atitudes perante as diferentes questes relativas 
 sade perpassam todas as reas de estudo escolar, desde os textos literrios, informativos, 
jornalsticos at os cientficos. Por outro lado, para ser construda a viso ampla de sade aqui 
proposta,  necessrio ter acesso a informaes de diversos campos, como, por exemplo, as 
mudanas histricas e as diferenas geogrficas e socioculturais que interferem nas questes da 
sade. O trabalho na rea de Educao Fsica, por sua vez, tem uma interao especial com a 
educao para a Sade, como se pode ver na leitura do documento correspondente. 
A organizao do trabalho das reas em torno de temas relativos  sade permite que o 
desenvolvimento dos contedos possa se processar regularmente e de modo contextualizado. 
Pode-se, por exemplo, medir a estatura dos alunos e cotej-las, desenvolvendo, a partir desse 
exerccio, o conceito de medida, o estudo de diferentes formas de registro das informaes 
coletadas, a herana gentica e a diversidade, o estado nutricional de cada aluno e do grupo. O 
tratamento transversal do tema deve-se exatamente ao fato de sua abordagem dar-se no cotidiano 
da experincia escolar e no no estudo de uma matria. 
Na realidade, todas as experincias que tenham reflexos sobre as prticas de promoo, 
proteo e recuperao da sade sero, de fato, aprendizagens positivas, at porque no se trata 
de persuadir ou apenas de informar, mas de fornecer elementos que capacitem sujeitos para a 
ao.

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OBJETIVOS GERAIS DE SADE 
PARA O ENSINO FUNDAMENTAL 
A educao para a Sade cumprir seus objetivos ao conscientizar os alunos para o direito  
sade, sensibiliz-los para a busca permanente da compreenso de seus determinantes e capacitlos 
para a utilizao de medidas prticas de promoo, proteo e recuperao da sade ao seu 
alcance. Espera-se, portanto, ao final do ensino fundamental, que os alunos sejam capazes de: 
 compreender que a sade  um direito de todos e uma dimenso essencial 
do crescimento e desenvolvimento do ser humano; 
 compreender que a condio de sade  produzida nas relaes com o 
meio fsico, econmico e sociocultural, identificando fatores de risco  
sade pessoal e coletiva presentes no meio em que vivem; 
 conhecer e utilizar formas de interveno individual e coletiva sobre os 
fatores desfavorveis  sade, agindo com responsabilidade em relao 
 sua sade e  sade da comunidade; 
 conhecer formas de acesso aos recursos da comunidade e as possibilidades 
de utilizao dos servios voltados para a promoo, proteo e 
recuperao da sade; 
 adotar hbitos de autocuidado, respeitando as possibilidades e limites 
do prprio corpo.

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SADE SADE 
2 PARTE

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OS CONTEDOS DE SADE 
PARA O PRIMEIRO E SEGUNDO CICLOS 
Selecionados no intuito de atender as demandas da prtica social, segundo critrios de 
relevncia e atualidade, os contedos de educao para a Sade esto organizados de maneira a 
dar sentido s suas dimenses conceitual, procedimental e atitudinal profundamente interconectadas. 
Essencialmente, devem subsidiar prticas para a vida saudvel. 
Na busca de atingir os objetivos elencados de modo coerente com a concepo de sade 
anteriormente exposta, os contedos foram selecionados levando-se em conta os seguintes critrios: 
 a relevncia no processo de crescimento e desenvolvimento em 
quaisquer condies de vida e sade particulares  criana e sua realidade 
social; 
 os fatores de risco mais significativos na realidade brasileira e na faixa 
etria dos alunos do ensino fundamental; 
 a possibilidade de prestar-se  reflexo conjunta sobre as medidas de 
promoo, proteo e recuperao da sade; 
 a possibilid ade de traduo da aprendizagem em prticas de cuidado  
sade pessoal e coletiva ao alcance do aluno. 
Blocos de contedos 
Os contedos selecionados foram organizados em blocos que lhes do sentido e cumprem a 
funo de indicar as dimenses individual e social da sade. So eles: Autoconhecimento para o 
autocuidado e Vida coletiva.  possvel, desejvel e necessrio que sejam feitas interconexes 
entre eles, pois essas dimenses so inter-relacionadas. Ao mesmo tempo que contextualizar sade 
 essencial para a compreenso dos determinantes do processo sade/doena remetendo  
responsabilidade em assumir compromissos coletivos com a realidade,  fundamental o papel motor 
de cada ser humano na sua sade pessoal. A luta pela ampliao das possibilidades de desfrutar 
as potencialidades de cada indivduo e da sociedade como um todo  produto da integrao entre 
essas duas dimenses. 
O conjunto de contedos apresentados a seguir destina-se ao trabalho pedaggico nos primeiro 
e segundo ciclos do ensino fundamental. O eixo para o aprofundamento da temtica ao longo dos 
ciclos acompanha o processo de crescimento e desenvolvimento dos prprios alunos. Caminha-se 
progressivamente para a ampliao das relaes espaciais e sociais, da relevncia cada vez maior 
da dimenso conceitual e da responsabilizao autnoma e solidria pela sade pessoal e coletiva. 
AUTOCONHECIMENTO PARA O AUTOCUIDADO 
A razo de ser deste bloco  o entendimento de que sade tem uma dimenso pessoal que se 
expressa no espao e no tempo de uma vida, pelos meios que cada ser humano dispe para criar 
seu prprio trajeto em direo ao bem-estar fsico, mental e social. Isso requer sujeitos com 
identidade, liberdade e capacidade para regular as variaes que aparecem no organismo; que se 
apropriem dos meios para tomar medidas prticas de autocuidado em geral e, especificamente, 
diante de situaes de risco. Para atender a essa meta  necessrio que o trabalho educativo tenha 
como referncia as transformaes prprias do crescimento e desenvolvimento humanos e promova

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o desenvolvimento da conscincia crtica em relao aos fatores que intervm positiva ou negativamente. 
Assim, a introduo de conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano visa a formao 
de sujeitos do processo sade/doena que possam conhecer-se e cuidar-se, valorizando sua identidade 
e caractersticas pessoais. A identificao das semelhanas e diferenas entre as pessoas, sejam 
hereditrias ou adquiridas, inclusive em termos de traos de temperamento, permite reconhecer a 
diversidade e a pluralidade, que no se confundem com discriminao preconceituosa ou com a 
aceitao da desigualdade. Inclui-se, neste ponto, o desenvolvimento de postura respeitosa e 
colaborativa com relao a pessoas portadoras de deficincias. Trabalhar maneiras saudveis de 
lidar com situaes de derrota (em esportes, por exemplo), de competio, de conflitos, so recursos 
que favorecem o respeito s diferenas e a busca de posturas mais solidrias e interdependentes. 
A higiene corporal  tratada como condio para a vida saudvel. A aquisio de hbitos de 
higiene corporal tem incio na infncia, destacando-se a importncia de sua prtica sistemtica. As 
experincias de fazer junto com a criana os procedimentos passveis de execuo no ambiente 
escolar, como lavagem das mos ou escovao dos dentes, por exemplo, podem ter significado 
importante na aprendizagem. O grande desafio na abordagem da higiene corporal  levar em conta 
a realidade do aluno, no empobrecendo os contedos em condies adversas, mas buscando as 
solues crticas e viveis. O conhecimento dessa realidade  condio fundamental; portanto, 
pesquisar, recolher e elaborar informaes sobre os usos e costumes da comunidade, analis-los e 
avaliar sua eficcia,  um caminho para articular conhecimentos, atitudes e possibilidades de ao. 
Situaes extremas como a ausncia de sanitrios ou gua potvel no domiclio no podem ser 
encaradas como fatores imobilizantes do processo de ensino e aprendizagem. Naturalmente, a 
educao no cumpre o papel de substituir as mudanas estruturais necessrias para a garantia da 
qualidade de vida e sade mas pode contribuir decisivamente para a sua efetivao. 
A alimentao adequada  outro fator essencial no crescimento e desenvolvimento, no 
desempenho de atividades cotidianas, na promoo e na recuperao da sade. 
A desnutrio e as anemias so ainda importantes problemas de sade pblica no Brasil e fatores 
primordiais para a baixa capacidade de reao s doenas. Considera-se, por exemplo, que raramente 
uma criana morre por sarampo mas, inmeras vezes, por complicaes decorrentes de sua baixa 
resistncia por desnutrio. A alimentao inadequada apresenta-se como principal problema a ser 
enfrentado e, portanto, a pesquisa de alimentos ricos em nutrientes e a necessidade de se adotar um 
cardpio equilibrado e compatvel com as possibilidades oferecidas pelas particularidades de cada 
realidade so formas acessveis ao trabalho da escola no sentido de prevenir a desnutrio e as 
anemias. Por outro lado, a obesidade tambm  hoje um problema de sade de grandes propores, 
com elevada prevalncia entre jovens de diferentes grupos sociais. O consumo excessivo de acar, 
especialmente entre as crianas,  destacado como um hbito alimentar a ser transformado, no se 
justificando o grau de consumo (em todo o pas) por necessidades calricas e sim por fatores culturais, 
o que causa prejuzos amplamente comprovados, particularmente  sade bucal, contribuindo tambm 
para a obesidade precoce. A associao que se faz com freqncia de que uma criana gorda  uma 
criana saudvel e bem alimentada deve ser reconsiderada, uma vez que as anemias e a obesidade no 
so mutuamente excludentes e esta ltima  um importante fator de risco para doenas crnicodegenerativas 
(como hipertenso arterial, diabetes e problemas cardiovasculares), cada vez mais 
importantes entre brasileiros de todas as classes sociais. 
O trabalho conjunto da escola com a famlia e demais grupos de referncia para o aluno  
essencial, levando-se em conta os recursos disponveis e os padres culturais consagrados. O conceito

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de uma dieta universal correta deve ser evitado, sob pena de desestimular a construo de um 
padro alimentar desejvel e compatvel com a cultura local composto a partir dos alimentos ricos em 
nutrientes prprios de cada realidade. 
A associao direta entre higiene e alimentao precisa ser enfatizada. O reconhecimento da 
possibilidade de contaminao de gua e de alimentos por fezes, por produtos qumicos e agrotxicos, 
assim como a identificao de gua, alimentos e objetos contaminados como fontes de doena so 
elementos componentes do preparo do aluno para uma alimentao saudvel. 
Um instrumento metodolgico integrador dos contedos bastante rico  o exerccio de 
construo da histria de sade individual com a introduo peridica de elementos que ganhem 
importncia em funo do crescimento e desenvolvimento e do processo de aprendizagem, incluindo 
a cada momento dados como idade, peso, estatura, troca de dentio, transformaes corporais e 
comportamentais. 
Um cuidado importante  o de evitar assumir linhas prescritivas, como se o objetivo fosse 
normatizar a vida privada do aluno e padronizar condutas. 
Contedos a serem desenvolvidos: 
 identificao de necessidades e caractersticas pessoais, semelhanas e 
diferenas entre as pessoas, pelo estudo do crescimento e desenvolvimento 
humano nas diferentes fases da vida (concepo, crescimento intrauterino, 
nascimento/recm-nascido, criana, adolescente, adulto, idoso); 
 identificao, no prprio corpo, da localizao e da funo simplificada 
dos principais rgos e aparelhos, relacionando-os aos aspectos bsicos 
das funes de relao (sensaes e movimentos), nutrio (digesto, circulao, 
respirao e excreo) e reproduo; 
 adoo de postura fsica adequada; 
 identificao e expresso de sensaes de dor ou desconforto (fome, sede, 
frio, priso de ventre, febre, cansao, diminuio da acuidade visual ou 
auditiva); 
 valorizao do exame de sade peridico como fator de proteo  sade; 
 finalidades da alimentao (includas as necessidades corporais, 
socioculturais e emocionais) relacionadas ao processo orgnico de nutrio; 
 identificao dos alimentos disponveis na comunidade e de seu valor 
nutricional; 
 valorizao da alimentao adequada como fator essencial para o 
crescimento e desenvolvimento, assim como para a preveno de doenas 
como desnutrio, anemias ou cries; 
 noes gerais de higiene dos alimentos relativas  produo, transporte, 
conservao, preparo e consumo; 
 reconhecimento das doenas associadas  falta de higiene no trato com 
alimentos: intoxicaes, verminoses, diarrias e desidratao; medidas 
simples de preveno e tratamento;

78 
 identificao das doenas associadas  ingesto de gua imprpria para o 
consumo humano; procedimentos de tratamento domstico da gua; 
 rejeio ao consumo de gua no potvel; 
 medidas prticas de autocuidado para a higiene corporal: utilizao 
adequada de sanitrios, lavagem das mos antes das refeies e aps as 
eliminaes, limpeza de cabelos e unhas, higiene bucal, uso de vestimentas 
e calados apropriados, banho dirio; 
 valorizao da prtica cotidiana e progressivamente mais autnoma de 
hbitos de higiene corporal favorveis  sade; 
 responsabilidade pessoal na higiene corporal como fator de proteo  
sade individual e coletiva; 
 respeito s potencialidades e limites do prprio corpo e do de terceiros. 
VIDA COLETIVA 
 nos espaos coletivos que se produz a condio de sade da comunidade e, em grande 
parte, de cada um de seus componentes. Nas relaes sociais se afirma a concepo hegemnica 
de sade e portanto  nesse campo que se pode avanar no entendimento da sade como valor e 
no apenas como ausncia de doena. O reconhecimento da pertinncia a grupos sociais com 
normas de convivncia, costumes, valores e interesses compartidos, assim como o respeito e 
valorizao das diferenas com outros grupos, permitem perceber a responsabilidade pessoal pela 
proteo  sade coletiva. Na escola,  possvel propiciar o desenvolvimento das atitudes de 
solidariedade e cooperao nas pequenas aes do cotidiano e nas interaes do convvio escolar, 
como, por exemplo, a colaborao na conservao da limpeza do ambiente, incentivando para que 
essas atitudes se estendam ao mbito familiar e aos ambientes pblicos, para que tal responsabilidade 
se transforme em prtica de vida. 
 importante gerar oportunidades de reconhecimento do espao circundante para identificar 
inter-relaes entre sade e meio ambiente e medidas prticas de proteo ao alcance da criana. 
Muitos dos problemas de sade so associados  ausncia de saneamento bsico. A desnutrio e a 
anemia decorrentes de carncias alimentares ou de debilitao fsica em funo de diarrias 
infecciosas repetidas e verminose crnica tm ainda grande destaque dentre os indicadores de 
morbidade. A maioria dessas doenas  passvel de preveno, sendo vivel, como j se demonstrou 
em diversas experincias, alterar essa realidade num curto espao de tempo, apesar da presena 
de fatores ambientais desfavorveis, rompendo-se o crculo vicioso por meio da informao, da 
identificao das relaes entre higiene e transmisso de doenas e da mobilizao para a interveno 
sobre os fatores de risco. Tornar-se defensor de medidas concretas que protejam o ambiente, 
assim como evitar situaes que arriscam a prpria sade (brincar em gua poluda, por exemplo), 
so possibilidades ao alcance dos alunos. 
Mtodos de trabalho irracionais na indstria, na agricultura e polticas urbanas equivocadas 
tm comprometido gravemente a salubridade do meio ambiente. Para a formao de uma conscincia 
ambiental, a escola pode oferecer, alm de informaes relevantes, a oportunidade de aprendizado 
de diferentes formas de ao para a proteo e a recuperao ambiental, em especial as que favorecem 
diretamente a sade coletiva. Crianas so, sem dvida, bons agentes de sade e o estabelecimento 
de relaes entre o ambiente e a qualidade de sua prpria vida possibilita ao educando entender-se 
como protagonista, que participa da produo do ambiente e  afetado por sua qualidade. O sentido

79 
de responsabilidade de cada um e de cada grupo social pela produo do ambiente global devem 
estar sempre presentes. 
Os principais riscos  sade relacionados  vida associativa na faixa etria mdia do estudante 
de primeira a quarta sries so as doenas transmissveis, os acidentes domsticos ou de trnsito 
(atropelamentos) e os decorrentes da violncia social  maus-tratos, acidentes com armas de fogo, 
violncia sexual ou agravos  sade associados ao trabalho infantil. 
No estudo das doenas transmissveis, destacam-se o reconhecimento da possibilidade de 
adquirir doenas por contato direto e indireto e a identificao do portador, do doente e de objetos 
contaminados como fontes de infeco, valorizando-se, assim, a associao dos agravos  sade s 
fontes de infeco para a construo de uma postura preventiva. Por isso, a informao relativa aos 
sinais e sintomas das doenas transmissveis mais comuns tem maior relevncia do que o 
detalhamento de sua patologia. O estudo das vacinas do calendrio oficial deve ser conduzido no 
sentido do reconhecimento, pelos alunos, de seu prprio estado vacinal. Esse tpico pode ser 
abordado em atividade conjunta com o servio de sade da regio, visando no s a obteno de 
informaes, mas tambm gerando oportunidades para que os alunos conheam e aprendam a utilizar 
os recursos existentes na sua comunidade. 
O grau de aprofundamento em medidas prticas de preveno s doenas sexualmente 
transmissveis/AIDS depende significativamente do interesse do grupo. O perodo de iniciao 
sexual com parceiros  muito varivel entre diferentes pessoas e grupos sociais. Mesmo consideradas 
as particularidades de cada classe, o trabalho precoce de discernir fatos e preconceitos pode ser 
decisivo para o cuidado de si e de parceiros em situaes presentes ou futuras. 
Os acidentes podem ser abordados tanto do ponto de vista das medidas prticas de preveno 
como da aprendizagem de medidas de primeiros socorros ao alcance das crianas. Neste ponto,  
importante atentar para a capacidade de agir nessas situaes, para o que as crianas precisam de 
informaes e de segurana. 
A iniciao no consumo de drogas mostra-se um fator de risco, em determinadas realidades, 
j entre alunos de primeira a quarta srie.  fundamental o reconhecimento da situao local. Este 
assunto inclui-se em Vida coletiva porque o consumo de drogas apresenta-se fortemente associado 
s condies socioculturais, especialmente na infncia, j que os hbitos de grupos sociais prximos 
 criana determinaro em grande parte o acesso ao fumo, ao lcool ou aos entorpecentes. A depender 
da realidade do aluno, o consumo de drogas pode ser fator de incluso ou de excluso 
social. No h evidncias de que a opo pelo consumo sistemtico de drogas que limitam a sade 
relaciona-se negativamente com informao sobre suas aes e efeitos. As relaes afetivas, 
socioculturais e econmicas constituem fatores extremamente significativos. Por isso  fundamental 
para a sade a distino entre uso e abuso, assim como a compreenso da importncia em preservar 
a capacidade de escolha, evitando a dependncia. De qualquer maneira, ao se discutir drogas  
necessrio diferenci-las. As drogas no so todas iguais. So distintas do ponto de vista do risco 
orgnico, da dependncia que provocam, da aceitao legal e cultural que desfrutam, implicando 
distintas situaes de risco para as crianas. 
As atitudes de repdio  discriminao preconceituosa de diferenas e a situaes de violncia 
e autoritarismo devem ser trabalhadas por meio do reforo permanente dos direitos das pessoas, e 
das crianas em particular, tomando-se como referncia o Estatuto da Criana e do Adolescente. 
Da mesma forma que no bloco de Autoconhecimento,  bastante rico trabalhar o tema Vida 
coletiva com o recurso da construo e atualizao peridica da histria de sade da coletividade

80 
na qual o aluno est inserido, como instrumento de apropriao de sua histria e de visualizao de 
relaes entre condies de vida e sade. 
Este bloco de contedos busca recuperar a cultura de sade do aluno para que ela possa ser 
trabalhada de forma consciente, complementando o saber popular da vizinhana com o saber oriundo 
do ensino e da aprendizagem escolares. A experincia de identificar e atuar sobre as necessidades 
de sade da comunidade contribui na formao para o exerccio da cidadania. 
Contedos a serem desenvolvidos: 
 conhecimento dos recursos disponveis para a criana (atividades e 
servios) para a promoo, proteo e recuperao da sade, das possibilidades 
de uso que oferecem e das formas de acesso a eles; 
 formas de participao em aes coletivas acessveis  criana em sua 
comunidade; 
 conhecimento do calendrio vacinal e da sua prpria situao vacinal; 
 principais sinais e sintomas das doenas transmissveis mais comuns na 
realidade do aluno, formas de contgio, preveno e tratamento precoce 
para a proteo da sade pessoal e de terceiros; 
 agravos ocasionados pelo uso de drogas (fumo, lcool e entorpecentes); 
 conhecimento das normas bsicas de segurana no manejo de instrumentos, 
no trnsito e na prtica de atividades fsicas; 
 medidas simples de primeiros socorros diante de: escoriaes e contuses, 
convulses, mordidas de animais, queimaduras, desmaios, picadas de 
insetos, tores e fraturas, afogamento, intoxicaes, cimbras, febre, 
choque eltrico, sangramento nasal, diarria e vmito, acidentes de 
trnsito; 
 fatores ambientais mais significativos para a sade presentes no dia-adia 
da criana: sistema de tratamento da gua, formas de destino de 
dejetos humanos e animais, lixo e agrotxicos; 
 mapeamento das transformaes necessrias no ambiente em que se 
vive; 
 relaes entre a preservao e recuperao ambientais e a melhoria da 
qualidade de vida e sade; 
 rejeio aos atos de destruio do equilbrio e sanidade ambientais; 
 participao ativa na conservao de ambiente limpo e saudvel no 
domiclio, na escola e nos lugares pblicos em geral; 
 solidariedade diante dos problemas e necessidades de sade dos demais, 
por meio de atitudes de ajuda e proteo a pessoas portadoras de 
deficincias e a doentes.

81 
CRITRIOS DE AVALIA 
Os critrios de avaliao aqui apresentados servem como parmetro para que o professor 
possa realocar recursos para o cumprimento dos objetivos propostos. A apropriao total dos 
conceitos, procedimentos e atitudes  desejada apenas ao final do segundo ciclo. 
 Expressar suas necessidades de ateno  Sade 
Espera-se que o aluno seja capaz de perceber, discernir e comunicar sensaes de desconforto 
ou dor, sabendo localiz-las em seu corpo e buscando ajuda quando necessrio. 
 Responsabilizar-se com crescente autonomia por sua higiene corporal, percebendoa 
como fator de bem-estar e como valor da convivncia social 
Espera-se que o aluno seja capaz de executar aes de higiene corporal de maneira autnoma 
e reconhecer a importncia de sua realizao cotidiana. Incluem-se entre as aes bsicas: lavar as 
mos antes das refeies e aps o uso do banheiro, tomar banho dirio, cuidar de cabelos e unhas, 
escovar os dentes aps as refeies e utilizar adequadamente o sanitrio. 
 Conhecer e desenvolver hbitos alimentares favorveis ao crescimento e ao 
desenvolvimento 
Espera-se que o aluno seja capaz de descrever as necessidades nutricionais bsicas do 
organismo humano, indicando os alimentos adequados para a composio de um cardpio nutritivo 
utilizando os recursos e a cultura alimentares de sua regio. 
 Conhecer e evitar os principais riscos de acidentes no ambiente domstico, na escola 
e em outros lugares pblicos 
Espera-se que o aluno seja capaz de identificar e evitar os principais riscos de acidentes, e de 
valorar adequadamente as situaes de risco  integridade e  sade pessoais e de terceiros. 
 Conhecer e utilizar medidas de primeiros socorros ao seu alcance 
Espera-se que o aluno seja capaz de realizar procedimentos bsicos de primeiros socorros em 
caso de pequenos acidentes. Incluem-se: a higienizao de ferimentos superficiais, o uso de 
compressas frias em caso de contuses, o controle de perda de sangue pelo nariz, etc. Ao final do 
segundo ciclo, o aluno deve ainda ser capaz de discernir problemas de maior gravidade, reconhecendo 
a necessidade de buscar auxlio de adultos e/ou profissionais de sade. 
 Reconhecer as doenas transmissveis mais comuns em sua regio 
Espera-se que o aluno seja capaz de reconhecer as doenas transmissveis mais comuns em 
seu meio, identificando as condies sanitrias associadas  sua ocorrncia, as formas de contgio e 
preveno, assim como os sinais, sintomas e cuidados bsicos para a cura. 
 Relacionar-se e comunicar-se produtivamente nas diferentes situaes do convvio 
escolar 
Espera-se que o aluno seja capaz de levar em considerao a presena, possibilidades e 
necessidades de outros, assim como as suas prprias, na organizao de suas aes e poder, pela

82 
comunicao, estabelecer com eles critrios de convivncia e formas de resolver situaes de 
conflito. 
 Conhecer os recursos de sade disponveis e necessrios para a sade da comunidade 
Espera-se que o aluno seja capaz de demonstrar conhecimento crtico a respeito da funo 
dos diferentes servios de sade, assim como das formas de acesso aos servios existentes na 
regio em que vive. 
 Agir na perspectiva da sade coletiva 
Espera-se que o aluno seja capaz de ter atitudes de responsabilidade e solidariedade em 
relao s necessidades de sade coletivas, colaborando com seus diversos grupos de insero em 
aes de promoo, proteo e recuperao da sade.

83 
ORIENTAES DIDTICAS 
A organizao dos contedos de educao para a Sade deve ser encarada como um roteiro 
geral de possibilidades de instrumentalizao dos alunos para prticas favorveis  sade, levando 
em conta seu grau de desenvolvimento de capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras.  
necessrio haver flexibilidade na abordagem dos tpicos indicados, tendo em conta as experincias 
e as necessidades sentidas e expressas pelos prprios alunos, a fim de que os contedos ganhem 
significado e potencialidade de aplicao. 
Para o alcance dos objetivos do contedo curricular de educao para a Sade, devem-se 
considerar os seguintes aspectos: 
A organizao do trabalho em torno de questes da sade.  interessante que o professor 
organize trabalhos de diferentes reas em funo de problemticas de sade para que, ao tratar 
desses temas, os alunos aprendam a lanar mo de conhecimentos de Lngua Portuguesa, 
Matemtica, Cincias Naturais, Histria, Geografia, etc. na busca de compreenso e de solues 
para questes reais, assim como na aprendizagem de procedimentos efetivos que os capacitem a 
agir nessas situaes. Fazer campanhas ou seminrios, mobilizando diversas classes e realizar pesquisas, 
divulgando as informaes produzidas, so formas de aprender, de socializar conhecimentos 
e de desenvolver atitudes de compromisso com a sade coletiva. A promoo de debates em torno 
de fatos importantes como a ocorrncia de epidemias ou catstrofes climticas ou sociais que 
ameacem a sade coletiva, assim como a pesquisa do sistema de saneamento bsico da regio, 
podem ser recursos que permitam o desenvolvimento de um trabalho integrado das diversas reas. 
 essencial o trabalho conjunto com a famlia e grupos de forte presena social, 
influentes na formao de opinio entre os alunos. Deve-se levar em conta que o conceito que se 
tem de sade varia consideravelmente entre diferentes grupos sociais. O professor e a comunidade 
escolar estaro trabalhando com valores e estes no sero necessariamente nicos ou eternos. 
A promoo de eventos na Unidade Escolar ou na comunidade pode gerar momentos privilegiados 
de relacionamento com familiares, propiciando, por exemplo, debates sobre as prticas alimentares 
ou sobre as formas de preparao dos alimentos. 
O desenvolvimento dos contedos deve levar em conta as particularidades da faixa de 
crescimento e desenvolvimento da classe, que pode ser bastante heterognea, para que o professor 
possa trabalhar os procedimentos, as atitudes e os conceitos de interesse para a maioria do grupo. 
O reconhecimento da fase do crescimento e desenvolvimento e das necessidades e agravos mais 
comuns naquele perodo da vida, assim como dos cuidados em sade a eles associados, so considerados 
elementos motivadores da aprendizagem. Procedimentos e atitudes no-concretizados 
podero ganhar prioridade independentemente da etapa formal (srie ou ciclo) em que o aluno se 
encontre, a depender das necessidades de sade especficas ao grupo. 
Os contedos apresentados so aplicveis a diferentes realidades, mas a sua traduo 
em prticas concretas de sade exige adequao e detalhamento para a realidade sanitria 
de cada local. O trabalho conjunto da escola com os profissionais e equipamentos de sade que 
atuam em sua rea, em busca de troca de informaes, subsdios e sintonia, pode potencializar 
significativamente o trabalho do professor, assim como dos Servios de Sade.  interessante que 
sejam promovidas atividades conjuntas para o rastreamento da situao vacinal das crianas, a 
aplicao de testes simplificados de acuidade auditiva e visual (significativas para o rendimento 
escolar) ou a realizao de procedimentos coletivos em sade bucal. O desenvolvimento de 
atividades escolares pode partir da utilizao de materiais educativos produzidos pelo Sistema de 
Sade.
Hbitos constroem-se cotidianamente e se alteram caso no voltem a ser objeto de avaliao 
e justificao. No so ensinados e aprendidos aps uma nica abordagem, devendo ser geradas

84 
oportunidades de aplicao sistemtica diante das manifestaes de interesse por parte dos 
alunos, do diagnstico peridico do professor, dos pais, da comunidade escolar e da ocorrncia 
de doenas na regio. 
Em suma,  necessria a adoo de abordagens metodolgicas que permitam ao aluno 
identificar problemas, levantar hipteses, reunir dados, refletir sobre situaes, descobrir e 
desenvolver solues comprometidas com a promoo e a proteo da sade pessoal e coletiva 
e, principalmente, aplicar os conhecimentos adquiridos.

85 
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88

89 
FICHA TCNICA 
Coordenao 
Ana Rosa Abreu, Maria Cristina Ribeiro Pereira, Maria Tereza Perez Soares, Neide Nogueira. 
Elaborao 
Aloma Fernandes Carvalho, Ana Amlia Inoue, Ana Rosa Abreu, Antonia Terra, Clia M. Carolino 
Pires, Circe Bittencourt, Cludia R. Aratangy, Flvia I. Schilling, Karen Muller, Ktia L. Brkling, 
Marcelo Barros da Silva, Maria Ambile Mansutti, Maria Ceclia Condeixa, Maria Cristina Ribeiro 
Pereira, Maria F. R. Fusari, Maria Heloisa C.T. Ferraz, Maria Isabel I. Soncini, Maria Tereza 
Perez Soares, Marina Valado, Neide Nogueira, Paulo Eduardo Dias de Melo, Regina Machado, 
Ricardo Breim, Rosaura A. Soligo, Rosa Iavelberg, Rosely Fischmann, Silvia M. Pompia, Sueli 
A. Furlan, Telma Weisz, Thereza C. H. Cury, Yara Sayo, Yves de La Taille. 
Consultoria 
Csar Coll 
Dlia Lerner de Zunino 
Assessoria 
Adilson O. Citelli, Alice Pierson, Ana M. Espinosa, Ana Teberosky, Artur Gomes de Morais, 
Guaraciaba Micheletti, Helena H. Nagamine Brando, Hermelino M. Neder, Iveta M. B. vila 
Fernandes, Jean Hbrard, Joo Batista Freire, Joo C. Palma, Jos Carlos Libneo, Ligia Chiappini, 
Lino de Macedo, Lcia L. Browne Rego, Luis Carlos Menezes, Osvaldo Luiz Ferraz, Yves de La 
Taille e os 700 pareceristas - professores de universidades e especialistas de todo o Pas, que 
contriburam com crticas e sugestes valiosas para o enriquecimento dos PCN. 
Projeto grfico 
Vitor Nozek 
Reviso e Copydesk 
Cecilia Shizue Fujita dos Reis e Lilian Jenkino.

90 
AGRADECIMENTOS 
Alberto Tassinari, Ana Mae Barbosa, Anna Maria Lamberti, Andra Daher, Antnio Jos Lopes, 
Aparecida Maria Gama Andrade, Barjas Negri, Beatriz Cardoso, Carlos Roberto Jamil Curi, Celma 
Cerrano, Cristina F. B. Cabral, Elba de S Barreto, Eunice Durham, Heloisa Margarido Salles, 
Hrcules Abro de Arajo, Jocimar Daolio, Lais Helena Malaco, Ldia Aratangy, Mrcia da Silva 
Ferreira, Maria Ceclia Cortez C. de Souza, Maria Helena Guimares de Castro, Marta Rosa Amoroso, 
Mauro Betti, Paulo Machado, Paulo Portella Filho, Rosana Paulillo, Sheila Aparecida Pereira 
dos Santos Silva, Sonia Carbonel, Sueli Teixeira Mello, Tha Standerski, Vera Helena S. Grellet, 
Volmir Matos, Yolanda Vianna, Cmara do Ensino Bsico do CNE, CNTE, CONSED e UNDIME. 
Apoio 
Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento - PNUD 
Projeto BRA 95/014 
Organizao das Naes Unidas para a Educao, a Cincia e a Cultura UNESCO 
Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educao 
FNDE

